Os mundos virtuais são uma forma eficiente de conhecer colegas remotamente, partilhar informações e trabalhar de forma colaborativa.

Os mundos virtuais têm muitas promessas para o ambiente de trabalho. Podem permitir que as equipas trabalhem juntas remotamente, como se estivessem na mesma sala. Permitem que os engenheiros desenvolvam protótipos do futuro.
Os mundos virtuais também podem oferecer formação segura no local de trabalho num ambiente virtual e aumentado, com pouco risco de lesões e danos em máquinas e equipamentos dispendiosos:
- Trabalhar com máquinas na fábrica é muitas vezes perigoso e requer medidas de segurança que custam dinheiro, tempo e espaço. As tecnologias de realidade estendida (XR) fornecem novas formas seguras de trabalhar que não exigem estar lá fisicamente. Desta forma, as pessoas podem interagir com as máquinas sem potencialmente prejudicar a si mesmas.
- Os gémeos digitais nas indústrias transformadora e automóvel permitem que as empresas modelem, prototipem e testem um grande número de produtos em tempo real num ambiente imersivo. Se tudo correr bem, podem dedicar recursos físicos e humanos a um projecto.
- Os gémeos digitais também podem ajudar a monitorizar e simular processos complexos, fenómenos e atividades relacionadas com o ser humano. Por exemplo, o gémeo digital Destination Earth ajuda a monitorizar e prever os efeitos das alterações climáticas e dos fenómenos meteorológicos extremos. Outro exemplo é o Citiverse, que ajuda as cidades a simular e otimizar a gestão do tráfego ou a gestão de resíduos.
- Os mundos virtuais podem beneficiar a agricultura através da assistência à distância para a utilização e reparação de máquinas e para um tratamento mais preciso e seguro dos animais.
- Os mundos virtuais podem impulsionar a indústria cultural e criativa, desde a moda aos jogos de vídeo, ao património cultural, à música, às artes visuais e ao design, oferecendo novas formas de criar, promover e distribuir conteúdos europeus e dialogar com o público.
- Além disso, no mundo da medicina, uma cópia tridimensional (3D) de um órgão pode ajudar os médicos a planear uma cirurgia em detalhes minuciosos e, assim, salvar vidas. A formação de profissionais de saúde em mundos virtuais já é um recurso inestimável em muitos hospitais universitários. A iniciativa europeia «gémeos humanos virtuais» (VHT) é uma iniciativa emblemática da Comissão Europeia para promover e acelerar o desenvolvimento de representações digitais integradas e validadas do corpo humano, contribuindo assim para a investigação médica e a prestação de cuidados de saúde.
As reuniões de negócios em mundos virtuais também estão a tornar-se mais frequentes, com e sem tecnologia holográfica. Estar virtualmente presente numa reunião dá a todos os participantes uma melhor sensação de estar juntos e para algumas indústrias, como a indústria da construção, é mais fácil demonstrar um processo ou equipamento que utiliza tecnologias 3D, como hologramas.
O CORTEX2 é um projeto de investigação financiado pela UE que trabalha com realidade alargada para a colaboração à distância na indústria, a formação técnica à distância e um cenário de reunião empresarial.
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